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Prêmio CP - 29/09/2016
16/05/2012 - 09h22
Restaurantes secretos voltam à moda na Europa
Só entra quem tiver a senha, o telefone do gerente ou o número certo no elevador.


"Cardenalmartinipapa." Diga esta palavra no interfone do fundo de uma ruela em Barcelona, entre pela portinha que se abrirá, atravesse a cozinha e passe por um estoque de produtos de limpeza para um jantar com estrela do guia "Michelin" em um dos restaurantes mais badalados da cidade catalã.

Apesar dos obstáculos e segredos -ou por causa deles-, europeus têm feito filas para comer em casas escondidas em lugares como os fundos de uma lavanderiaou uma loja de artigos chineses.

Só entra quem tiver a senha, o telefone do gerente ou o número certo no elevador.

Os restaurantes secretos surgiram como uma reprodução divertida de espaços clandestinos norte-americanos que funcionavam durante a lei seca da década de 1920. Foi com recomendações pela internet que ganharam fôlego e têm virado mania nas principais capitais europeias.

Que o diga o Hidden Kitchen, um dos principais "clandestinos" de Paris que tem fila de espera de até cinco meses e acaba de abrir uma filial, o Verjus. As reservas podem ser feitas pelo site (hkmenus.com), mas, claro, só com a senha.

"Hoje, turistas do Japão tocam o interfone dizendo a senha", diz Saida Auorad, gerente do barcelonês Speakeasy, um dos pioneiros.

Novidades

Em um salão com capacidade para 60 pessoas nos fundos de um bar, a casa é do chef Adrían Marín, uma estrela no guia "Michelin", que serve pratos como arroz de ouriço com infusão de corais.

A capital catalã, chegada a novidades, lidera a nova leva de restaurantes secretos.

Um deles, a Chi-ton, é camuflada por uma loja chinesa. Ali perto, uma lavanderia esconde outro, o Dontell, cujo acesso é permitido depois a quem sussurra a senha no ouvido do atendente.

Em Madri, que já importou a tendência, um dos hits da hora do jantar é esperar na porta de uma loja de antiguidades que, quando fecha, vira um restaurante de apenas sete mesas, o Asiana Taller.

Cobertura

A espera só ultrapassa a da Casa Granada, um restaurante na cobertura de um prédio residencial em reformas.

O restaurante, que só se anuncia em um pequeno letreiro ao lado do botão do interfone, tem mesas em uma varanda com decoração andaluza. As mesas, espalhadas na varanda com vista para o centro antigo de Madri, ficam lotadas diariamente.

"O que buscamos nesses restaurantes é uma exclusividade de lugares recomendados por amigos fora do circuito comercial e turístico", afirma o publicitário espanhol Joan Bistrol, frequentador dodas mesas "clandestinas" de Barcelona.

Fonte: Folha de São Paulo - 16/05/2012

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