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Prêmio CP - 29/09/2016
27/04/2012 - 11h23
Comércio em áreas de preservação ambiental é fechado em Paraty
Órgãos ambientais e polícia fizeram operação contra ocupação ilegal. Multa aplicada a comerciantes chega a R$ 100 mil


Bares e restaurantes construídos em uma área de preservação ambiental em ilhas de Paraty, na região Sul Fluminense, foram fechados durante uma operação que ocorreu na quinta-feira (26), conforme mostra o Bom Dia Rio.

A primeira abordagem foi na ilha do Catimbau. Um restaurante foi fechado e foi aplicada uma multa de R$ 50 mil por falta de licença.

“Um quilômetro marinho do entorno dessa ilha pertence à estação ecológica”, disse o chefe da Estação Ecológica Tamoios, Régis de Lima.

O dono do estabelecimento, José Carlos Freire, no entanto, afirma que vai recorrer da decisão. “Vou seguir o caminho para trilhar essa defesa e buscar também um consenso entre os órgãos ambientais porque, uma vez que se juntem as forças, tem que se priorizar o meio ambiente”, explicou.

Uma placa foi colocada no local para indicar que ela se encontra em uma área de preservação.

A "Operação União Para Todos" recebeu este nome porque foi realizada em conjunto com o Instituto Chico Mendes, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Estadual do Ambiente, e pelas polícias Federal e Florestal. Essa operação foi baseada em um estudo feito em 2010, que apontou as ilhas de Paraty que estavam dentro de unidades federais de preservação ambiental e possuíam construções irregulares e atividades comerciais.

Na ilha Duas Irmãs, a multa aplicada foi de R$ 100 mil, uma vez que é um empreendimento maior do que o anterior. O estabelecimento também não poderá mais funcionar.

“Tudo que a gente faz aqui, todo mundo vê, nós não fazemos nada escondido, e temos todas as licenças que nos foram solicitadas”, disse o comerciante Pedro Corrêa.

Já na Ilha do Pelado, em frente à Praia de São Gonçalo, foram fechados e multados dois bares.

Caso o embargo seja desrespeitado, a multa pode ser dobrada, e o responsável pode ser preso e enquadrado da Lei de Crimes Ambientais.

Uma ação semelhante a essa, com o fechamento de estabelecimentos, já foi realizada nas ilhas Rasa e do Breu.

Fonte: G1- 27/04/2012

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