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Prêmio CP - 29/09/2016
27/1/2012 - 13h48
Franquias mudam formatos para se adaptar à economia verde
Ao aderir a práticas sustentáveis, franqueadoras e franqueados compartilham custos e benefícios


A preocupação com faturamento, novos clientes e lucro tem sido somada à cautela com a responsabilidade social e ambiental nas empresas. Seguindo os primeiros passos dados pelas grandes corporações, pequenos e médios negócios começaram a investir em medidas voltadas para a redução de recursos, otimização de processos e melhoria das condições de vida de seus funcionários e da comunidade impactada pelas atividades da empresa.

Nesse cenário, as franquias também implementaram mudanças nas suas práticas e produtos, com o desafio de disseminar as alterações – e a conscientização – para a sua rede de franqueados. “A sustentabilidade passou a ser enxergada como um novo padrão de referência de qualidade”, afirma Claudio Tieghi, presidente da Associação Franquia Sustentável (Afras).

Iniciadas nas franquias há cerca de sete anos, com ações mais pontuais, muitas vezes voltadas para a filantropia e o assistencialismo, as práticas de responsabilidade socioambiental foram ganhando força. Com o tempo, surgiram iniciativas de fato voltadas para diminuir o impacto das suas atividades no ambiente e na comunidade. Lideradas pelas grandes redes, as médias e as pequenas lançaram suas próprias ações.

Hoje, diversas marcas do franchising já estão no rol das que mudaram produtos ou processos. “As empresas perceberam que esse é um fator de competitividade. Existe uma pressão do mercado, e esse é um grande estímulo”, afirma Eleine Bélaváry, diretora-executiva da Afras. Os próprios interessados em adquirir unidades da franquia já utilizam as práticas sustentáveis – ou a ausência delas – como fator na hora de decidir em qual marca investir.

A economia de recursos, como a melhor utilização da água e da energia e a reciclagem de materiais, costuma ser o tipo de prática mais adotada pelas redes de franquias no país, segundo Tieghi. Para quem ainda não adotou medidas sustentáveis, o primeiro passo é mapear os pontos vulneráveis na rede, em que a franquia possa ter um impacto maior no ambiente ou na sociedade.

Traçado esse plano, a próxima etapa é conscientizar os membros da rede e propagar a ideia. A eventual resistência dos franqueados pode vir da falta de conhecimento sobre a amplitude do projeto e da possibilidade de ele demandar um investimento alto. “Terá sucesso a rede que propuser uma ação que envolva diretamente o dia a dia negócio, indicando os múltiplos benefícios e o impacto que provocará no bolso do franqueado”, diz Tieghi.

A adoção de uma prática sustentável não deve ser uma imposição, mas sim um projeto ou campanha que envolva a comunidade local e o ambiente. “Quando bem elaboradas, essas ações podem abrir portas, estabelecer vínculos mais efetivos e duradouros com clientes e fornecedores e ainda quebras possíveis resistências.” O investimento – assim como os frutos – podem ser compartilhados entre franqueadora e franqueados.

Esse foi o modelo adotado pelo Spoleto, rede especializada na culinária rápida italiana. Idealizado no final de 2009, o modelo de loja Spoleto 21 abrange três pilares da sustentabilidade: ambiental, social e econômico. Nas unidades que aderiram ao formato ou que foram abertas já com essa configuração, o fogão a gás foi substituído por um elétrico – pago pelo franqueado –, reduzindo em 40% a utilização de produtos de limpeza. “Outra vantagem é que o ambiente de trabalho se tornou menos quente para os funcionários”, afirma a diretora de expansão nacional da rede, Renata Rouchou. Segundo a executiva, a conversão resulta no aumento de 7% de rentabilidade líquida da loja.

Com base no resultado já apresentado, a economia anual deve chegar a cerca de 607.680 kg de gás, 74.880 m³ de água e 7.200 litros de produtos de limpeza. A rede, que conta hoje com 242 franquias e 13 lojas próprias – incluindo unidades na Costa Rica, Espanha e México –, possui 80 franquias no modelo sustentável 21, entre novas inaugurações e unidades reformadas. ”Em dois anos, pretendemos converter todas as unidades em 21”, afirma Renata.

Fonte: PE&GN – 27/01/2012

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