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Prêmio CP - 29/09/2016
08/09/2011 - 10h06
Gastronomia é opção em alta para universitários
Faculdades da Grande São Paulo registram aumento de até 30% no número de alunos


A carreira de chef de cozinha tem despertado o interesse de quem busca um emprego promissor. As faculdades da Grande São Paulo registram um aumento de até 30% no número de alunos matriculados nos cursos de tecnologia em gastronomia no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

E a Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP) informa: o profissional qualificado não vai ficar desempregado. Para quem quiser aproveitar o mercado aquecido, as faculdades estão com inscrições abertas para o vestibular.

O aumento da procura pelo curso foi influenciado por uma combinação de fatores. A partir do surgimento do curso de graduação, há cerca de dez anos, a gastronomia foi mais difundida e os chefs começaram a despontar.

Do outro lado, existe a conscientização dos patrões sobre a importância da contratação de profissionais qualificados para suas empresas.

O cliente também está com o paladar mais apurado, o que, somado à queda do desemprego e aumento da renda do trabalhador, impulsiona o setor de alimentação.

Prova disso é que os brasileiros gastam hoje mais que o dobro do que gastavam há nove anos com alimentação fora de casa. Pesquisa da consultoria Data Popular mostra que a despesa somava R$ 59,1 bilhões em 2002. Este ano, subiu para R$ 121,4 bilhões.

Reflexo desse cenário, o Complexo Educacional FMU conta com 600 alunos no curso, alta de 30% em comparação com 2010. A procura no vestibular cresceu 45% no período.

Segundo o coordenador do curso, Marcelo Malta, todos os alunos do terceiro e quarto semestres estão inseridos no mercado. “Tenho vagas de estágio sobrando.”

Na Universidade Metodista, o aumento foi de 15% nos últimos dois anos. São Camilo, Anhembi Morumbi e Unip também registram aumento de matriculados. A Universidade Estácio de Sá trouxe este ano o curso, que existe desde 2000 no Rio de janeiro, para São Paulo.

“A Estácio identificou um mercado em crescimento”, afirma Marcus Carruthers, diretor dos cursos de hotelaria e gastronomia. Segundo pesquisa encomendada pela instituição, a procura por cursos de gastronomia em São Paulo cresceu 5.000% de 2005 a 2010.

Já o mercado de gastronomia cresceu 10% ao ano nos últimos cinco anos. “Os alunos não podem achar que já vão sair da faculdade como chefs. Como qualquer outra carreira, é preciso galgar seus passos no mercado”, destaca Carruthers.

Em média, o salário inicial é de R$ 1,5 mil, como auxiliar de cozinha. Depois, o profissional evolui para cozinheiro, subchef e chef. Conforme o sindicato dos trabalhadores do setor (Sinthoresp), as funções de subchef e chef de cozinha têm os salários mais altos, que podem variar de R$ 3 mil (pequenas empresas) e a partir de R$ 7 mil para as empresas médias e grandes. Para os grandes chefs, a cifra atinge os dois dígitos.

No caso dos estágios, a bolsa-auxílio oscila entre R$ 500 e R$ 700. Mas em alguns casos, o que vale é a experiência, e a vaga oferece apenas vale-transporte e alimentação.

Foi o caso do estudante André Harada Acedo, de 35 anos. De Bragança Paulista, ele veio para a capital para estudar, e acumula diversos estágios no currículo.

Em julho, começou o estágio no Clos de Tapas, restaurante sofisticado e contemporâneo com cardápio inspirado na cozinha espanhola.

A boa notícia veio no mês seguinte: foi efetivado como chef de partida, mas prefere não divulgar o salário. “A faculdade dá as ferramentas, mas é preciso aprender na vivência profissional”, conta o aluno.

Fonte: Jornal da Tarde - 07/09/2011

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