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Prêmio CP - 29/09/2016
05/07/2011 - 10h43
Refeição fora de casa atinge 25% da renda
Na região do Grande ABC, este valor alcança, em média, R$ 764,46.


Renda maior, menos tempo para preparar refeições em casa e gastos menores nos supermercados impulsionam as despesas dos moradores da região com alimentação fora de casa. Esse tipo de refeição consome 25% da renda do trabalhador, revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O valor alcança R$ 764,46, considerando o rendimento médio de R$ 3.057,85 por pessoa no Grande ABC.

Os dados indicam que esse volume pode crescer em cinco pontos percentuais até o ano que vem, impulsionado principalmente pelos consumidores da classe C, que registram inclusão relevante no consumo dessas refeições.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC, Wilson Bianchi, o interesse dos estabelecimentos em se adequar ao bolso dos consumidores da nova classe média é grande. "Muitas churrascarias estão cobrando entre R$ 29 e R$ 35 pelo rodízio, valor acessível quando comparado ao preço médio de R$ 60 por pessoa na região."

Bianchi ressalta que os empresários que não atendem esse filão do mercado devem começar a analisá-lo. Por mais que a margem de lucro fique reduzida para conquistar esse cliente, o resultado final é compensado pelo volume de vendas. "Essa camada da sociedade não está pensando apenas no carro ou na TV de tela fina. Com mais dinheiro, as famílias estão saindo para comer pizza nos fins de semana."

Crescimento

O representante do Sehal avalia que o desempenho do setor de bares, restaurantes e meios de hospedagem na região está crescendo no mesmo ritmo do País, na taxa de 5% ao ano. Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes apontam que o segmento foi responsável por R$ 65,2 bilhões em 2009, equivalente a 2,4% do Produto Interno Bruto.

A Abrasel acrescenta que o número de solteiros, que totalizará contingente de 10 milhões de pessoas em três anos, será outra força importante de consumo do setor de alimentação fora do lar. Até 2014, estima-se que o brasileiro consumirá 40% das suas refeições fora de casa.

Região tem 100 mil profissionais atuando no setor

A área de alimentação no Grande ABC é responsável por empregar cerca de 100 mil pessoas distribuídas em 13 mil estabelecimentos formais, segundo Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC. "O setor está estruturado quando comparado à época da inflação, quando o faturamento crescia devido à alta dos preços", avalia o presidente do Sehal, Wilson Bianchi.

Para o executivo, o crescimento atual é sustentado e a profissionalização no setor é fator decisivo para essa sobrevivência. O número de estabelecimentos novos na região avança fortemente a cada ano. Bianchi lamenta apenas que a falta de profissionais no setor seja grande; existem pelo menos 15 mil vagas não preenchidas.

Estado

Em São Paulo funcionam cerca de 140 mil bares e restaurantes. Pelo menos metade deles está na Grande São Paulo, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. Na Capital, o setor é o maior gerador de empregos, com 780 mil pessoas, sendo que 60% delas são trabalhadores das regiões Norte e Nordeste.

A Abrasel-SP aponta que São Paulo é a cidade com segundo maior número de restaurantes no mundo, perdendo apenas para Nova York. São 12,5 mil estabelecimentos desse gênero, divididos por 52 tipos de cozinhas.

Endossam a lista 500 churrascarias, 250 restaurantes japoneses, 15 mil bares, 2.000 casas noturnas e 1.500 pizzarias, que produzem 1 milhão de pizzas por dia.

 

Fonte: Diário do Grande ABC - 05/07/2011

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