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Prêmio CP - 29/09/2016
17/06/2011 - 14h17
SP: Comer fora de casa está 23% mais caro
Restaurantes da zona norte da cidade foram os que mais subiram.


O preço de uma refeição fora de casa, com prato principal, bebida, sobremesa e café, subiu 23,1% na cidade de dezembro de 2010 até janeiro deste ano, para R$ 29,42, segundo pesquisa feita em 850 estabelecimentos pela Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS), administradora de cartões de alimentação.

Esse movimento de alta é confirmado pelo Índice do Custo de Vida (ICV) calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Pelo indicador, de janeiro a maio, a refeição fora do lar ficou 5,73% mais cara, acima da inflação de 3,47% no período.

A comida em restaurantes da zona norte da cidade foi a que mais subiu. O consumidor que se alimenta na região gastou, em média, 30,4% mais. Em bairros como Jaçanã e Vila Medeiros a alta foi de 47,6%.

O tipo de prato que ficou mais caro é o comercial, cuja alta foi de quase 30% de 2010 para 2011, passando de R$ 15,71 para R$ 20, em média, apesar de ainda ser o que custa menos entre os outros servidos. Os preços da refeição à la carte, self service e executivo subiram no período 14,4%, 14,3% e 12,3%, respectivamente.

Segundo a pesquisa, São Paulo é a quarta cidade mais cara do País para se comer, atrás do Rio de Janeiro, onde uma refeição custa em média R$ 31,02, Brasília (R$ 30,21) e Niterói (R$ 29,82).

Custos

Para Marco Aurélio Chinatto, coordenador de inteligência de mercado da CBSS, os preços mais altos na cidade estão relacionados a alimentos mais caros, aumento da demanda e custos maiores com aluguel e salários.

“Além de os alimentos terem subido acima da inflação, a ascensão da classe média contribuiu para que mais pessoas possam comer fora de casa, o que pressiona os preços. Isso explica porque a refeição na zona norte ficou mais cara: a região tem forte concentração de pessoas nesta faixa de renda. É por isso também que a maior alta é verificada no prato mais barato, consumido por classes com renda menor”, afirma o especialista.

Ainda de acordo com Chinatto, a tendência é que os preços continuem subindo em todo o Brasil e no mundo, pois a demanda por alimentos, principalmente de países em desenvolvimento, deve aumentar.

A securitária Luciene Bernardo, 37 anos, paga em média R$ 20 pelo almoço na zona leste, onde trabalha. “Meu tíquete de alimentação é de R$ 16, então costumo pagar mais R$ 4, o que faz diferença no final do mês.” Para economizar, ela conta que leva marmita para o trabalho às segundas-feiras.

O autônomo Mourad Hassan sentiu uma alta de 20% nos preços. “Muitas vezes prefiro almoçar em casa ou comer um lanche”, diz.

Fonte: Jornal da Tarde - 16/06/2011

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