Cadastro Newsletter
Busca
PUBLICIDADE
Prêmio CP - 29/09/2016
04/10/2016 - 16h17
Pesquisa com estabelecimento de food service aponta estabilidade em receita
Cerca de 49% das empresas disseram estar estáveis ou demonstraram crescimento na receita nos últimos 12 meses


Assim como em 2015, 2016 tem sido um ano em que o empresariado e a classe política têm falado bastante de crise econômica. Quando ela vai, de fato, se afastar ainda é incerto, embora algumas previsões digam que a melhora começará apenas a partir de 2018. No entanto, o setor de food service, que já vem enfrentando a crise há um bom tempo, parece ter aprendido a lidar com a situação.

Segundo pesquisa recente da Abrasel – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – em conjunto com a Fispal Food Service – feira de alimentação fora do lar na América Latina –, um em cada quatro estabelecimentos de food service teve um ganho de rentabilidade no segundo trimestre de 2016. Cerca de 49% das empresas apontaram estabilidade ou crescimento de receita nos últimos 12 meses, número maior do que os 41% apontados na edição anterior da pesquisa de conjuntura econômica do setor. Além disso, a redução da queda de faturamento acumulado em 12 meses passou de 6,85% no primeiro trimestre para 5,44% no período entre abril e junho.

O principal motivo está na gestão. Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, o setor de alimentação fora de lar está encontrando uma nova equação de produtividade e ganhando competitividade frente ao consumo dentro do lar. “A pressão dos custos aconteceu para todos, porém, o que os empresários de bares e restaurantes estão fazendo é conter outros gastos e, assim, ganhar produtividade, de maneira que hoje, comer em casa ficou mais caro”, diz.

A afirmação de Solmucci se baseia nos dados do IBGE. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), enquanto a inflação do setor no segundo trimestre ficou em 2,31%, a inflação da alimentação no domicílio no mesmo período ficou na casa dos 3%. No acumulado do primeiro semestre, a diferença é ainda maior: a inflação da alimentação no domicílio (8,79%) foi quase o dobro da alimentação fora do lar (4,69%). É uma virada histórica na série: comer fora de casa está mais barato em muitos casos.

E com a pressão dos consumidores por preços mais atrativos e o ganho de rentabilidade conquistado por parte do setor, no período entre abril e junho, o ajuste de cardápio ficou abaixo até mesmo da inflação geral do País, que foi de 1,75% no segundo trimestre: bares e restaurantes praticaram reajustes da ordem de 1,13%.

Otimismo

Os ganhos de rentabilidade, a inflação do setor desacelerando, o reajuste de cardápio abaixo da inflação geral e a expectativa pela estabilidade do ambiente político combinada com as anunciadas reformas pró-empreendedorismo resultaram na melhora de humor do empresário do setor: 63% já aposta em um segundo semestre melhor que o primeiro; na pesquisa anterior, só 16% acreditava nisso.

Longo ajuste

Apesar disso, as boas expectativas com relação ao aumento de faturamento e melhora da rentabilidade de uma parcela importante das empresas do setor não impedirão que os duros reflexos da crise levem empresas a fecharem as portas e empregos a serem eliminados ainda nos próximos meses. Segundo a Abrasel, a estimativa é que este quadro deverá se manter até abril de 2017, ano em que o faturamento bruto do setor deverá ter alta real de 2%, primeira expansão após dois anos de fraco desempenho.

Fonte: Abrasel

Editora Nova Gestão Ltda. | Tels.: (11) 3562-3166 | (11) 3562-3170


Site desenvolvido por Lucia Cavalcanti