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Prêmio CP - 29/09/2016
29/1/2014 - 09h36
Chegou a vez de apostar no cachorro-quente como opção de negócio
Empresários investem em modelos de negócios para explorar o potencial do produto e querem crescer com franquias


A combinação pão com salsicha sempre agradou os brasileiros, que encontram facilmente o produto nos carrinhos de rua. Mas um grupo de empreendedores resolveu valorizar o hot-dog e traça planos otimistas de expansão para 2014.

´´O momento está muito favorável. O mercado descobriu que o brasileiro ama hot-dog. Estamos há dez anos nesse negócio de hambúrguer e o brasileiro adora comer hot-dog´´, destaca Shemuel Shoel, que abriu com os irmãos Marcelo e Bruno, e o amigo Rodrigo Moura, a empresa Thedog Haüs.

A primeira unidade foi aberta há um ano e meio no Itaim Bibi. Em março, os irmãos inauguraram uma loja no JK Iguatemi e começam em março deste ano outra no Itaim, com cardápio harmonizando com cervejas especiais. Mas os planos do negócio não param por aí.

´´Vamos servir hot-dog de respeito no estádio de futebol. Vamos entrar com uma operação no estádio do Palmeiras. Somos uma lanchonete que virou rede´´, afirma Shemuel. Com a entrada de um fundo de investimento recentemente, a empresa também prepara um plano de expansão por meio de franquias.

Já o Black Dog começou a vender cachorro-quente na rua em 1993. No início, o carrinho idealizado pelo empresário Leandro Neves era uma forma de garantir um dinheiro para sair com a namorada. Neves só enxergou o potencial do negócio em 1995, quando ficou sabendo que um concorrente no centro de São Paulo vendia mais de mil lanches por dia.

O empresário então resolveu se dedicar e fez clientela na região da Avenida Paulista. “Eu era o único que tinha cheddar na Paulista”, lembra. O negócio evoluiu para uma lanchonete e a rede chegou a ter 15 lojas em 2009, incluindo franquias.

Depois do fechamento de algumas unidades e um período de aprendizado, Neves tem planos de retomar o crescimento em 2014 e fechar entre 30 e 40 novos contratos. ´´Temos três hot-dogs gourmet, com salsichas mais saborosas, mas o Black Dog vende ´dogão´, com bastante recheio´´, pontua Neves, que também vai colocar em prática um projeto de minivans em São Paulo.

No Sul. Os sócios Horácio Coutinho Júnior e Rene Rodrigues já tinham experiência no ramo de gastronomia e estavam em busca de uma operação com produto de qualidade, mas que demandasse um processo mais simples devido a dificuldade de contratação de mão de obra.

´´Identificamos um nicho, mas não no trabalho com os ingredientes, mas na questão fundamental do cachorro-quente: a salsicha e o pão. Em geral, as lanchonetes mantêm a salsicha comercial e o pão de leite e investem nos ingredientes. Nós decidimos focar na salsicha artesanal e no pão francês´´, conta Horácio, que criou a empresa Senhor Garibaldi, em Curitiba, já formatada para crescer com a venda de franquias.

O negócio tem um restaurante, atende por meio de delivery e também participa de eventos. Em março, o Senhor Garibaldi vai lançar carrinhos com estilo retrô para vender hot-dog em shows e feiras. É uma forma de ampliar as estações de montagens, sem precisar de um veículo motorizado.

Atualmente, os sócios estão em busca de parceiros regionais para a expansão do empreendimento. ´´Hot-dog sempre foi um mercado com consumo. O que buscamos são nichos diferentes dentro desse mercado´´, analisa o empreendedor.

Fonte: Estadão PME - 29/01/2014

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