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Prêmio CP - 29/09/2016
06/1/2014 - 11h07
Setor de chocolates ´não espera grande coisa´ de 2014
Em 2013, até outubro, houve queda de 0,7% na produção de chocolates e as perspectivas da economia brasileira para 2014 não indicam que o consumo vá acelerar ao longo do ano.


A indústria de chocolates e doces não está muito animada com 2014. O ano deve ser ´´praticamente a mesma coisa´´ que 2013, diz Getúlio Ursulino Netto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). Segundo ele, a Copa do Mundo pode aquecer a economia e alavancar as vendas, mas os fabricantes ´´não esperam grande coisa´´ para o ano.

Em 2013, até outubro, houve queda de 0,7% na produção de chocolates. Ursulino Netto evita fazer projeções, mas diz que o desempenho em 2013 e as perspectivas da economia brasileira para 2014 não indicam que o consumo vá acelerar ao longo do ano.

´´Agora que estamos sentindo a crise. Os países [que importam produtos brasileiros] continuaram comprando, mas compraram menos. A crise internacional está batendo à nossa porta´´, diz ele, referindo-se à exportação da indústria de doces. No primeiro semestre de 2013 as exportações de balas caíram 10,4% em relação a 2012.

´´As indústrias fabricantes de balas tiveram um desempenho estável, com crescimento de 1,4% de janeiro a outubro. Esse movimento é positivo e mostra um sinal de recuperação, já que em 2012 o setor teve queda´´, diz Ursulino Netto.

Já a produção de chocolates patinou. Entre janeiro e outubro de 2013, o volume produzido no país caiu 0,7% na comparação com 2012. Entre 2007 e 2012, o setor havia registrado crescimento médio anual de 9,5%. E o setor de amendoim registrou queda no primeiro semestre de 2013, diz o executivo, sem detalhar números.

Ursulino Netto avalia que o baixo desempenho dos setores de chocolates, balas e amendoins ficou ´´em linha com a performance econômica do país, que apresentou o mesmo cenário em praticamente todos os setores da indústria´´.

Segundo Ursulino Netto, o principal fator para o desempenho negativo é ´´o atual cenário econômico brasileiro e mundial que está estagnado e as indústrias retraíram os investimentos em produção´´.

Fonte: Valor Econômico - 03/01/2014

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