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Prêmio CP - 29/09/2016
03/12/2013 - 10h49
Clubes na rede promovem as vendas de vinho
O mercado brasileiro de vinhos cresceu 400% em faturamento e 200% em volume nos últimos dez anos


Ainda assim, a participação do país no cenário mundial, que movimenta US$ 270 bilhões por ano, é pequena - pouco mais de US$ 5 bilhões. Para aumentar o consumo da bebida, a internet, com lojas e clubes especializados, tem sido uma ferramenta importante. Comparado com o resto do mundo, o Brasil ainda é um mercado pequeno: é o 14º maior produtor, com 345 milhões de litros em 2011, ante 26 bilhões de litro por ano no mundo, com a França na dianteira. Em consumo per capita, o país está na rabeira. Enquanto em Luxemburgo, primeiro colocado, foram consumidos 50,7 litros per capita em 2012, no Brasil foram cerca de 2,2 litros. Se for contada a população com mais de 18 anos, ou seja, aquela que pode beber, o consumo cai para menos de 1 litro per capita.

O Brasil pode nunca vir a se tornar uma França, mas, segundo especialistas, as projeções são positivas. ´´A venda pelo e-commerce é vital para o aumento do consumo. Ela contribui muito para melhorar a cultura do vinho´´, diz o coordenador do curso de especialização Wine Business na Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio, Valdiney Ferreira. No entanto, ele acredita que o número de lojas virtuais dificilmente ultrapassará o de lojas físicas. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 200 lojas online que vendem vinhos e mais de 350 unidades físicas, incluindo importadoras e supermercados.

Considerada a maior loja online de vinhos brasileira e a segunda maior do mundo, a Wine.com.br faturou R$ 60 milhões em 2012 e espera faturar 100% a mais neste ano, quando completa cinco anos de existência. O sucesso do negócio, segundo seu presidente, Rogério Salume, deve-se à clientela fiel e ao bom planejamento. ´´Desde 2008, quando iniciamos a empresa, crescemos 100% todos os anos. Nosso cliente é muito fiel. Nosso índice de recompra é muito alto.´´

A empresa possui mais de 2 mil rótulos à venda, 300 colaboradores, sendo oito estrangeiros, e 135 mil clientes, sendo 45 mil associados ao ClubeW, que representa 40% do faturamento.

No clube, o sócio paga mensalidades que variam de R$ 45 a R$ 110 mensais, dependendo do pacote escolhido, e recebe em casa uma WineBox com duas, quatro ou seis garrafas de vinhos selecionadas pelo sommelier. Os associados ganham ainda desconto de 15% na compra online e frete grátis.

Atualmente, a empresa já usa Twitter, Facebook e Instagram no comércio de vinhos. Para 2014, Salume conta que deve ser lançada uma plataforma via celular e mais investimentos também devem ser feitos para melhorar a parte logística. Por ano, a empresa investe de 3% a 4% do faturamento em tecnologia, montante que inclui aperfeiçoamentos no website.

Muito antes da abertura do Brasil para a importação, José Augusto Saraiva, um dos sócios fundadores do Vinitude, já trabalhava com vinhos. ´´Importava e vendia diretamente para as lojas. Há cerca de seis anos, começamos a venda online´´, diz Saraiva, que não quis comentar valores faturados e volume de vendas. Como já trabalhara na área de logística, Saraiva agregou sua expertise ao negócio. Além da loja online com mais de mil rótulos, a Vinitude também possui um clube, que representa 75% do seu faturamento.

A mensalidade do Vinitude Clube dos Vinhos varia de R$ 100 a R$ 300 o pacote com duas, quatro ou seis garrafas. O frete é gratuito para todo o Brasil e os associados também ganham descontos. ´´Procuramos todos os meses por novidades de produção cuidadosa. O associado nunca receberá a mesma garrafa (todo mês)´´, afirma.

Os sócios do clube contam com uma revista eletrônica mensal, com histórias de vinhos, receitas e dicas de harmonização, e um programa de ´´100% satisfação garantida´´. ´´Se o cliente abre a garrafa e não gosta do vinho, devolvemos o dinheiro sem nenhum custo. Afinal, clube não é um lugar para você se aborrecer´´, brinca Saraiva. Atualmente, o Vinitude Clube do Vinho tem 2,5 mil clientes e Saraiva espera agregar outros 2,5 mil nos próximos três anos.

A história da WineTag tem um toque romântico. Os amigos João Paulo Alves, Josemar Torres e Marcio Cunha gostavam de cozinhar, mas tinham dificuldade de harmonizar a comida com o vinho. A partir dessa dificuldade, lançaram em janeiro de 2010 a marca, que nada mais é do que uma rede social multiplataforma para ajudar clientes de restaurantes. Em troca de uma mensalidade que varia de R$ 390 a R$ 690, a empresa oferece sua plataforma online a restaurantes para que os sommeliers montem cartas de vinhos harmonizadas com o menu. O cliente pode consultar a lista, sem custo, em tablets e smartphones. ´´Hoje, temos iPads espalhados em mais de 150 restaurantes, com alcance de mais de 1 milhão de pessoas´´, diz Alves.

A WineTag investe em uma nova plataforma vinculada à alta gastronomia, que deve ser lançada em janeiro. Em 2012, a empresa faturou R$ 600 mil e, para este ano espera crescimento de 120%.

Fonte: Valor Econômico - 29/11/2013

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