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Prêmio CP - 29/09/2016
13/11/2013 - 09h51
Tornar o serviço informal reduz custos e aproxima os clientes
A ausência de garçons cria um clima informal, geralmente diminui custos e aproxima o cliente da cozinha. Empresários têm investido em propostas com esse espírito.


A BrewDog, cervejaria com bares espalhados pelo Reino Unido, abrirá uma unidade em São Paulo em janeiro, com serviço restrito ao balcão. ´´Os funcionários vão explicar o produto, conversando de igual para igual. Vai ser um lugar de colaboração para que as pessoas possam pagar menos´´, diz Paulo Bitelman, um dos sócios do bar.

No pequenino Na Garagem Hamburgueria, aberto em setembro, quem não sentar perto do chef deve buscar seu cheese-salada no balcão.
Gilson de Almeida, o dono, decidiu o cardápio (de dois sanduíches) e o serviço (feito basicamente por ele) em função do espaço -minúsculo. Com isso, diz ele, conseguiu chegar ´´a um preço legal para um produto bem-feito´´. A casa agradece a quem puder devolver o prato depois (!).

´´O paulistano gosta de ser servido, mas está aberto a coisas novas, ainda mais se o preço for justo. Se esse conceito não tinha a ver com o nosso ´life style´ agora vai ter´´, diz Almeida.

Para a professora da Anhembi Morumbi Vera Araújo, o serviço não está sendo deixado de lado, está assumindo outra forma. ´´Sem o garçom, o cliente passa a ser inserido na proposta. A tendência é que isso seja bem-aceito, pois se vê pelas discussões sobre comida de rua, por exemplo, que o mercado está se abrindo mais para a espontaneidade.´´

Na Vinil Burger, o cliente deve fazer o pedido no caixa, pagar e esperar seu nome ser chamado. ´´Por isso, os 10% não são cobrados´´, conta o proprietário Gilberto Tarantino (leia mais à direita).

Na próxima quarta-feira, a chef Renata Vanzetto vai inaugurar o Ema, com ´´cozinheiros-garçons´´. ´´Os clientes vão se sentir mais próximos da cozinha´´, diz. Lá, os cozinheiros vão fazer o atendimento nas mesas -e será cobrada a taxa de serviço.

Vinda da Europa, a rede Vapiano abrirá sua segunda loja no Brasil em março de 2014. No Itaim Bibi, o espaço seguirá o conceito de Ribeirão Preto, onde funciona desde 2012: os clientes passam por ´´estações´´ de saladas, risotos, massas, pizzas e bebidas. A rede deve ter mais seis casas no país até 2015.

 

A cobrança dos 10% é regulamentada?
Não. A taxa de serviço é uma praxe, não uma lei.

O cliente pode se recusar a pagar a taxa?
Sim, uma vez que ela não é regulamentada por lei. A casa que induzir o cliente a achar que a taxa é obrigatória pode ser multada por isso.

O que devo fazer se a casa não aceitar minha recusa em pagar os 10%?
Pague o valor total, peça uma nota fiscal que discrimine a taxa e leve-a ao Procon-SP.

Quando tenho de ir até o balcão pegar o prato, devo pagar os 10%?
Não. Se não há um garçom a seu dispor durante toda a permanência no local, não há razão para a cobrança da taxa.

Qual é a forma correta de cobrar a taxa?
Após trazer a conta, o garçom deve perguntar ao cliente se pode incluir a taxa e só aí somá-la ao valor total.

O restaurante pode cobrar mais de 10%?
Como não há lei nem sobre os 10%, o Procon-SP sugere ao cliente denunciar ao órgão se considerar o valor abusivo. Um processo será aberto e o estabelecimento poderá ser multado em um valor entre R$ 400 e R$ 7 milhões.

Como formalizar a reclamação no Procon?
Há três maneiras: enviando fax para 0/xx/11/3824-0717, carta para a caixa postal 3.050, CEP 01031-970 ou pessoalmente (endereços e outras informações estão no site procon.sp.gov.br ). É possível tirar dúvidas pelo número 151.

Fonte: Folha de São Paulo - 13/11/2013

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