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Prêmio CP - 29/09/2016
Fotolia / Aaron Amat
08/11/2013 - 09h53
Cinco razões porque seus funcionários te odeiam
Quais as suas atitudes que deixam seus colaboradores ´´malucos´´ e que você não sabe?



Conheci, há alguns anos atrás, um executivo que era defensor de horas trabalhadas. Ele fazia questão de anotar quem chegava mais cedo e quem ficava até mais tarde. Quem não seguisse suas regras era considerado preguiçoso. Até onde eu sei, ele nunca percebeu como sua abordagem era míope. Em vez de resultados, ele recompensava pelo tempo com a ´´bunda na cadeira´´. Em vez de focalizar a produção, ele se concentrava no horário de entrada. Na prática, ele era odiado, mas nunca ninguém lhe disse isso.

Quais as suas atitudes que deixam seus colaboradores ´´malucos´´ e  que você não sabe? Aqui estão cinco erros de gestão para prestar atenção:

1. Você recompensa as coisas erradas – Somente o que é recompensado é feito. É um axioma tão familiar na área de gestão, que é quase um clichê. É, no entanto, completamente verdadeiro. Onde você concentra sua atenção também está a atenção dos seus colaboradores. O que você observa, anota e recompensa, será feito com mais frequência. Identifique e foque os resultados que realmente importam. E tome cuidado para não confundir atividade com realização.

2. Você não escuta – Mesmo que seus colaboradores tentem colocá-lo a par de qualquer dificuldade que tenham, você não os escuta. Tornar-se um melhor ouvinte, você vai ver que não é difícil. Quando alguém quer conversar com você, desligue os seus alertas de e-mail, feche a porta e coloque o computador em modo de hibernação. Dê a sua atenção para a pessoa que está à sua frente. Ela vai se sentir valorizada e você, provavelmente, vai aumentar a qualidade e a velocidade da interação.

3. Você não percebe o que seus colaboradores estão fazendo – Numa das empresas em que prestei consultoria, havia um gerente financeiro extremamente extrovertido. E que tinha, também, a capacidade de se auto-promover e chamar a atenção para suas ´´contribuições´´ profissionais para a empresa, embora a maior parte delas não fosse nem um pouco significativa. Os demais funcionários, de uma maneira geral, odiavam esta atitude e, mais ainda, quando a administração dava atenção a ele e ainda o premiava. Preste atenção: na maior parte das vezes, o bom trabalho é feito nos bastidores, longe dos holofotes. E o brilho da auto-promoção não cega os grandes líderes. Eles procuram aquelas pessoas que realmente fazem um bom trabalho e os tornam exemplos a serem seguidos. Preste atenção às pessoas que agem dessa maneira e reconheça o valor dessa atitude. Ah, e não se deixe enganar pelos holofotes da auto-promoção.

4. Sua atitude é lamentável – Reclamar dos funcionários o tempo todo. Repreender e humilhar seus (deles) melhores esforços. Este é o melhor caminho para que sua equipe o trate mal e ironize suas atitudes. E, as atitudes são contagiosas. Nossos neurônios captam e são afetados pelos humores daqueles que nos rodeiam. Os líderes são especialmente poderosos no sentido de influenciar o humor das pessoas na equipe. Não espere que eles sejam mais otimistas do que você, ou que tratem os clientes melhor do que você o faz. Sua atitude é contagiante, então preste atenção na maneira como você age no dia a dia.

5. Você não consegue manter a boca fechada – Compartilhar novidades com a equipe é algo que faz muito bem a todos. Transmite confiança, traz segurança e passa uma sensação de tranquilidade. No entanto, compartilhar informações privilegiadas sobre outras pessoas, é algo inadmissível. Você corre o risco de ser pouco lisonjeiro ou, até mesmo inconveniente sobre alguém que não está presente. E, se ficar conhecido como alguém que não é confiável, em termos de discrição, poucas pessoas vão confidenciar algo a você. E, se elas não o fazem, é até possível que continuem a trabalhar no seu restaurante, mas sem nenhum comprometimento.

Ninguém é um leitor de mentes. Se você quer descobrir por que sua equipe está insatisfeita, trabalhe na construção de um ambiente de confiança e seja igualmente aberto, às boas e às más notícias. Pergunte a eles o que realmente pensam. E o mais importante: ouça.


Fonte: Blog do Banas (www.unimarket.com.br)
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