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Prêmio CP - 29/09/2016
02/10/2013 - 09h54
Preços baixos e mudanças de hábito estimulam o consumo de peixe
Hoje, o brasileiro ingere, segundo o MPA, mais de 9 quilos de pescado por ano


Desde o começo dos anos 2000, o consumo de peixe só cresce no país. Hoje, o brasileiro ingere, segundo o MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura), mais de 9 quilos de pescado por ano.

Parece uma cifra irrelevante -mais ainda se posta na balança com a ingestão de carnes bovina e de frango, de 37 quilos e 44 quilos anuais.

Mas a ingestão de peixe aumentou 196% entre 2002 e 2010, último levantamento disponível do MPA.

No Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), as vendas de pescados subiram 21% de 2011 para 2012.

A onda positiva passa (não só) pelo aumento na renda da população -peixe é mais caro que carne bovina e frango.

´´Em São Paulo, come-se muito em restaurantes por quilo, que, em geral, têm pescados no cardápio´´, diz Cristiane Neiva, pesquisadora do Instituto de Pesca do Estado. ´´E houve um incremento em supermercados, puxado pela maior oferta de importados.´´

Três novidades que chegam às gôndolas nas próximas semanas exemplificam bem esse movimento.

Em outubro, as lojas do Extra na capital paulista passarão a vender anchoveta, um peixe semelhante à sardinha, pescado no Peru. ´´Em relação à sardinha, ele tem carne mais firme e com mais gorduras saudáveis´´, diz Antonio Castillo, do escritório comercial do Peru no Brasil.

No mercado nacional, será vendida congelada (a R$ 4 o quilo) e em conserva.

Outra novidade em supermercados de São Paulo, Brasília e Porto Alegre são três espécies de peixes do Alasca.

O bacalhau será vendido em filés e em lombos sem sal -ao contrário do português, que chega ao Brasil salgado. A partir da segunda semana do mês, entra no mercado a polaca, um peixe de características similares à merluza -de carne clara, textura firme e sabor acentuado.

O salmão é outro peixe que virá do Alasca -mas ainda não há previsão para a importação ao consumidor final.

Todos são selvagens, já que uma lei desse Estado americano veta a criação de peixes em cativeiro. ´´O peixe selvagem nada mais, acumula gordura e se alimenta de formas particulares. Tudo isso contribui para diferenças marcantes de sabor´´, diz a chef Bella Masano, do Amadeus.

´´A gordura de um salmão selvagem se desfaz na boca de forma mais suave e com sabor mais delicado.´´

O atum ´´bluefin´´ também deve estar com mais regularidade nos restaurantes japoneses de São Paulo. A espécie, mais rara (e cobiçada) de atum, tem carne macia e sabor levemente adocicado, e começou a ser trazida em abril pela importadora Nordsee, em caráter experimental.

Fonte: Folha de São Paulo - 02/10/2013

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