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Fotolia / Photo-K
07/06/2013 - 11h02
Impostos podem atrapalhar setor de food service, diz ABF
Especulação imobiliária e impostos pressionam custos e prejudicam a rentabilidade das empresas de food service



O coordenador do Grupo Setorial de Redes de Alimentação da Associação Brasileira de Franchising (ABF), João Baptista Jr., afirmou que a especulação imobiliária e os impostos podem atrapalhar o avanço do food service no País no ano. Os fatores estão pressionando os custos e prejudicando a rentabilidade das empresas do segmento.

A ABF divulgou o Balanço Setorial das Redes de Franquias no Setor de Alimentação em 2012, elaborado em parceria com a ECD, consultoria especializada em food service. A pesquisa apontou que a expectativa dos empresários é de um crescimento da receita bruta de 13% em 2013. ´´A pesquisa foi respondida em abril e levou em conta a abertura de estabelecimentos. Mas, hoje, com um cenário adverso em termos de custos, o empresário está com medo e já fala em avanço pela metade, por volta de 6%, 7%´´, disse Baptista.

Segundo ele, a profissionalização dos estabelecimentos comerciais, principalmente dos shoppings, é saudável, mas a especulação imobiliária é ruim. ´´O problema é que estamos em uma ciranda financeira e o modelo econômico não é mais de um ambiente de varejo saudável. Não se pensa mais no varejo, no mix, e sim em fazer dinheiro com os nossos recebíveis´´, afirmou, ressaltando que dessa maneira as taxas de ocupação e condomínio pagas pelas franquias acabam encarecendo. ´´Hoje o principal parceiro do food service é o shopping. Mas hoje essa relação está desequilibrada por conta desses aumentos dos custos´´, completou. 

Na questão dos impostos, Baptista fez duras críticas à guerra fiscal dos Estados. ´´Esse movimento leva a custos indiretos e não viabilizam a abertura de novas lojas em regiões importantes de consumo´´, declarou. ´´Chegamos ao limite de nossos custos e o consumidor não aguenta mais repasses. Precisamos resolver esses entraves o mais rápido possível´´, ressaltou. O executivo comentou que, no ano passado, o segmento de food service aumentou, em média, 8% dos valores de seus produtos ao consumidor final, porcentual que não foi suficiente para compensar o aumento dos custos no período.

O coordenador do Grupo Setorial de Redes de Alimentação da ABF informou que a associação tem pedido a inclusão do setor no Plano Brasil Maior. ´´Uma das soluções para aliviar nossos custos é a desoneração da folha de pagamento. E estamos em conversas com o governo para sermos incluídos no plano´´, disse.


Fonte: R7 - 05/06/2013
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