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Prêmio CP - 29/09/2016
14/05/2013 - 12h05
Eventos que promovem comida de rua ganham novas edições
Festivais oferecem gastronomia diferenciada a preços modestos


Um porco inteiro passa cerca de dez horas para assar na brasa de carvão. Pronto, ele serve pelo menos 50 pessoas.

Pois na quarta edição do Chefs na Rua, evento que integrará pela segunda vez a Virada Cultural, nos dias 18 e 19 deste mês, o chef Jefferson Rueda, do Attimo, servirá oito porcos (90 quilos cada um).

A carne será vendida com pão, na versão sanduíche. Nas feiras livres e quermesses do interior paulista, conta o chef, também aparece com farofa e feijão-tropeiro.

A barraca de Rueda e de outros 29 cozinheiros estarão dispostas em dois pontos do centro de São Paulo. Ao lado de receitas mais elaboradas, haverá os tradicionais pastéis, sanduíches de pernil e cachorros-quentes.

Não é novidade que estejam ganhando força em São Paulo eventos que promovem uma comida de rua com pratos inventivos, em geral, e preços modestos. A tendência agora é que as iniciativas paulistanas se expandam para outras cidades.

Maurício Schuartz, da KQi, empresa que promove a Feirinha Gastronômica e o Chefs na Rua, planeja que este último aconteça em capitais como Recife e Florianópolis.

Em fase mais adiantada, outro projeto paulistano se prepara para novos voos. O Mercado ganha versão carioca no Circo Voador, no dia 19.

Enquanto isso, a Grande São Paulo recebe outras iniciativas. No dia 18, o 1º Festival Gourmet ocupará a área externa do shopping Iguatemi de Alphaville. Estarão reunidos 15 chefs, como a banqueteira Neka Menna Barreto, que irá preparar sete receitas, como o bobó de camarão.

No embalo desses eventos, a comida de rua será tema de bate-papo promovido pela Folha em parceria com a rádio CBN, neste sábado, no Mercadão de São Paulo.

Cozinha ambulante

O público come com as mãos, em pé, sem firulas. Não há conforto nem requinte, mas os visitantes dão de ombros. Voltam, em massa, aos eventos de comida de rua.

O Chefs na Rua do ano passado, no Minhocão, reuniu 227 mil pessoas. A Feirinha Gastronômica do último domingo serviu 11 mil refeições. O Mercado já atraiu 33,5 mil pessoas, em suas 12 edições. São recorrentes longas filas de espera.

O que diabos atrai tanta gente a esses eventos?

"A oportunidade de provar pratos mais elaborados a preços mais baixos do que os praticados nos restaurantes", afirma o produtor Maurício Schuartz, da KQi, empresa que organiza o Chefs na Rua e a Feirinha Gastronômica, realizada aos domingos em um estacionamento ao ar livre na Vila Madalena.

"A comida de rua faz parte da cultura paulistana, além de ser uma necessidade. Com a rotina agitada, muita gente não tem tempo nem dinheiro para almoçar em restaurantes ", complementa Schuartz.

Para a produtora Lira Yuri, que organiza o evento O Mercado --feira itinerante que ocorre em diferentes locais de São Paulo-- com os chefs Checho Gonzales e Henrique Fogaça, "a ideia é democratizar a gastronomia".

São receitas que vão além dos tradicionais pastéis e cachorros-quentes, mais corriqueiros nas ruas da cidade. Podem surgir, por exemplo, espetinhos de coração de galinha, sanduíches feitos com corte suculento do pescoço do porco e os italianos "cannolo", para adoçar.

"A comida é o maior atrativo", diz a analista de marketing Juliana Natori, 23, que já visitou a Feirinha e o Chefs na Rua. "Mas o contato com os chefs também é bacana."

Domingo no parque

Desde o ano passado, alguns parques da capital paulista viraram cenário para piqueniques organizados pelo chef Checho Gonzales e pela produtora Nina Loscalzo, da Foodpass.

"O paulistano gosta de comer ao ar livre, em ambiente informal", afirma Nina. Para ela, é questão de tempo para que essas iniciativas deixem de ser praticadas apenas em eventos esporádicos e se tornem parte da rotina da cidade.

Fiscalização

Poucos alimentos têm autorização da prefeitura para serem comercializados nas ruas de São Paulo.

Uma lei municipal de 1978 libera a preparação e venda de pasteis na cidade somente em feiras livres. Estas devem ser fiscalizadas pelas subprefeituras. Já os carros de cachorro-quente devem ser monitorados pela Coordenação de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal da Saúde.

Em todos os casos, portanto, é preciso receber autorização da prefeitura.

Fonte: Folha de S. Paulo - 08/05/2013

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