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Prêmio CP - 29/09/2016
25/05/2011 - 10h22
Depois de 14 meses de alta, alimentos param de pressionar inflação
Atualmente, pesa no bolso dos cariocas o aumento das tarifas de táxi, ônibus e metrô


A princípio, os moradores da cidade do Rio de Janeiro podem começar a comemorar. Pela primeira vez em 14 meses, o grupo alimentos registrou considerável queda na semana, deixando de pressionar a inflação da cidade, de acordo com o (IPC-S/Rio) Índice de Preços ao Consumidor, realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). 

O levantamento, responsável por medir a inflação semanal da capital fluminense, mostra que na terceira semana de maio houve alta, em média, de 0,85% nos preços, quando comparado à semana anterior, que ficou em 1,08%. 

Depois de 14 meses de elevação, percebe-se que os produtos alimentares pressionam cada vez menos a inflação e apresentam, em maio, o segundo mês consecutivo de visível queda. A afirmação foi feita pelo economista da FGV Salomão Quadros. 

Na capital fluminense, dos sete grupos analisados, seis apresentaram desaceleração (preços tiveram pequena alta): alimentação (1,54% para 1,02%), habitação (0,49% para 0,40%), vestuário (1,62% para 1,49%), saúde e cuidados Pessoais (1,02% para 0,94%), transportes (2,66% para 2,37%) e despesas diversas (0,23% para 0,18%). 

No período, apenas a inflação do grupo educação, leitura e recreação acelerou, ao passar de uma estabilidade dos preços para uma inflação de 0,05%. No entanto, a cidade do Rio de Janeiro observa alta nos preços do grupo transportes, devido aos sucessivos aumentos das tarifas de táxi, ônibus, metrô e trem. Também entram no cálculo desse segmento os preços dos combustíveis, que apesar de começarem a cair, ainda estão em patamares considerados altos. 

Entre as maiores altas da semana, constam a batata-inglesa (25,21%), tomate (15,44%), gasolina (4,37%), tarifa de ônibus urbano (2,22%), aluguel residencial (0,79%). 

Mas ainda há uma boa notícia. Alguns produtos ficaram mais baratos na terceira semana de maio todos, notadamente, alimentos. A vagem-comum ficou 16,73% mais barato, seguido da laranja-lima (-15,42%), laranja-pêra (-10,66%), açúcar refinado (-3,53%) e alcatra (-2,80%). 

Inflação no Brasil 

De acordo com a FGV, a inflação está perdendo fôlego e voltou a desacelerar em cinco, das sete capitais analisadas. O aumento dos preços, medido pelo IPC-S, foi menor nessas localidades do que o registrado na semana anterior, encerrada no dia 15 de maio. 

Considerando o resultado de São Paulo, os itens álcool combustível (de -3,22% para 8,74%), roupas (de 1,83% para 1,39%), cigarro (de 1,54% para 0,97%), medicamentos em geral (de 3,14% para 2,56%), laticínios (3,68% para 3,21%) e salas de espetáculo (1,01% para 0,9%) foram os que mais contribuíram para a desaceleração de 0,13 ponto percentual na cidade. 

Apenas no Recife (capital de Pernambuco) e em Porto Alegre (capital do Rio Grande do Sul) a inflação foi mais intensa na última semana frente à anterior. No primeiro caso, a inflação passou de 1,12% na segunda semana do mês para 1,13% na semana encerrada no dia 22 deste mês. Já em Porto Alegre, a alta dos preços passou de 0,89% para 0,95%. 

Nas demais capitais, houve fortes variações, principalmente em Salvador (capital da Bahia), onde a taxa passou de 1,20% para 0,91% no mesmo período.

Fonte: R7 - 24/05/2011

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